O ocupar-se consigo pode liberar o sujeito ou mantê-lo assujeitado. Como separar o joio do trigo?

Según creo, es esta capacidad para constituirse a sí mismo, este coraje de transformarse a sí mismo aquello que ha llevado a Foucault a encontrar una práctica de libertad y, a sus lectores, una práctica de resistencia. Parece ser que la libertad y la resistencia quedan asociadas a este trabajo sobre uno mismo con vistas a una constante transformación. Frente a este postulado, uno de los primeros interrogantes que se presentan es cómo deslindar aquellas prácticas de autotransformación que consideramos correctas y valorables de aquellas que podrían o deberían ser reprochables. Dicho de otro modo, ¿todas estas prácticas sobre uno mismo, por el simple hecho de escapar a las normalizaciones del biopoder, deben considerarse atractivas? Este es un interrogante muy difícil de resolver, máxime si evitamos construir teorías normativas para delimitar prácticas correctas e incorrectas.

 De “Crítica, cuidado de sí y empresario de sí: Resistencia y gobierno en Michel Foucault“, artigo de Mauro Benente. O autor opõe a noção de cuidado de si, que Foucault identifica na Grécia clássica, e segundo a qual o sujeito se ocupa de si mesmo, com vistas a uma “estética da existência” (o que lhe abriria horizontes de autonomia) ao modelo de “empresário de si mesmo” que surge com o neoliberalismo e a teoria do “capital humano”, em que o indivíduo deve continuamente investir em si, como se fosse ele próprio um empreendimento — a dificuldade é que, mesmo se dedicando a si, esse indivíduo não parece escapar de uma situação de assujeitamento, de vida determinada por um código. Daí surge a necessidade de um instrumental para discernir as práticas de si positivas das negativas.

Você pode propor meios de lidar com essa problemática nos comentários.

Categorias:Dúvida

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *