Uma História Social dos Valores do Vale do Silício

Manuel Castells escreve:

Ainda está para ser escrita uma história social fascinante sobre os valores e visões pessoais de alguns dos principais inovadores da revolução nas tecnologias computacionais do Vale do Silício, da década de 1970. Mas algumas indicações parecem apontar para o fato de que eles realmente tentavam decifrar as tecnologias centralizadoras do mundo empresarial, tanto por convicção como pelo nicho de mercado. A título de elucidação, relembro o famoso anúncio da Apple Computers, em 1984, para lançar o Macintosh, em oposição explícita ao Big Brother (IBM) da mitologia orwelliana. Quanto ao caráter contracultura de muitos desses inovadores, mencionarei a história da vida do gênio criador do computador pessoal, Steve Wozniak: após abandonar a Apple, chateado pela transformação em empresa multinacional, gastou uma fortuna durante alguns anos subsidiando seus grupos de rock preferidos, antes de fundar outra empresa para desenvolver tecnologias a seu modo. Em um certo ponto, após ter criado o computador pessoal, Wozniak se deu conta de que não tinha educação formal em ciências da computação, então matriculou-se na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Porém, para evitar publicidade embaraçosa, usou outro nome.

Creio que parte desse trabalho foi feita por biografias e cinebiografias como as de Steve Jobs, mas não sei se algo sistemático e científico foi feito, como parece ser mais o desejo de Castells. O que um trabalho do tipo concluiria?

fonte:

A Era da Informação – vol.1: A Sociedade em Rede, p. 63.

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